O que somos agora que não somos mais bons de bola?
Uma breve história de viagem, uma reflexão sobre futebol e brasilidade, uma resenha de um belíssimo livro, tudo em um texto só
No começo de junho, eu estive na Bósnia-Herzegovina. O país vivia a euforia de sua segunda classificação para uma Copa do Mundo. Nas semanas que passei por lá, via camisetas azuis e amarelas da seleção local em toda rua e toda quadra. Isto é, menos no lado croata de Mostar, uma cidade ainda tremendamente dividida pelo conflito que opôs as etnias que um dia formaram a Iugoslávia.
Lá, ao leste da avenida Bulevar e ao redor do centro histórico com arquitetura turco-otomana, vive uma maioria de população bosniak, os bósnios muçulmanos. Ao oeste, vive a população bósnio-croata e católica. O lado bosniak ainda carrega mais cicatrizes do que o lado croata, com prédios destruídos e marcas de balas nas paredes. Entretanto, o que mais evidenciou essa fronteira invisível foi o modo como as camisetas da Bósnia-Herzegovina subitamente desapareciam ao cruzar uma rua, substituídas pelo xadrez vermelho e branco da seleção da Croácia.
Foi também em Mostar, onde o futebol põe as identidades em tanta evidência, que relembrei a dimensão da Seleção Brasileira no mundo. Um dia, saí para jantar vestindo a canarinho. No caminho do restaurante, um garoto que também usava uma camiseta do Brasil, mas a azul, apontou para mim. “Vamos, Brasil!”, respondi.
“Are you Brazilian? Wow!”
O moleque era bósnio.
Conversamos. Ele perguntou de que jogador era a camiseta que eu estava usando – Kaká, modelo da Copa de 2010; se surpreendeu quando eu disse que não queria que Neymar fosse convocado; falou de Ronaldo e Ronaldinho, que provavelmente nunca viu jogar; pediu uma selfie e saiu correndo com os amigos, driblando uma bola imaginária pelas pedras irregulares da cidade velha.
Depois desse encontro, vesti a camisa do Brasil sempre que podia. Me surpreendi com a quantidade de conversas que o uniforme proporcionou. Nos Balcãs, falei de futebol com croatas, bósnios, sauditas, turcos, e até com um bangladeshiano. Na Alemanha, para onde fui depois, fiz o mesmo com marroquinos, etíopes e venezuelanos. Qualquer que fosse a nacionalidade, a admiração pelo Brasil sempre transbordava das palavras – e sempre começava pelo esporte.
Por semanas, me perguntei como podem gostar tanto de nós simplesmente porque jogamos (jogávamos?) bola bem.
Voltei para casa com um senso de patriotismo reavivado, acreditando de novo naquela velha história de pátria de chuteiras – e, por desgraça, sofri muito mais do que a encomenda ao ver o país do futebol perder a Copa do Mundo para o país do esqui cross-country.
Em busca de respostas, cruzei com o livro Saudades do que Nunca Fomos: Brasileiros e o Futebol, de Fábio Luis Barbosa dos Santos, escrito ainda antes das crueldades infligidas por Erling Haaland.
Depois de ler, entendi que a admiração estrangeira não é só pela nossa forma de jogar bola. É pelo que nossa forma de jogar bola significa – ou, ao menos, significava.
Para todo filho, a pessoa que mais entende de futebol sempre será o pai. Há alguns dias, estava falando sobre a Copa com o meu, um dia depois da derrota do Brasil para a Noruega. Era papo furado, mas logo virou uma conversa sobre o imponderável, improviso e alegria.
“Estou triste”, disse meu pai. “O futebol virou igual a tudo na vida. Perdeu o encanto, virou trabalho. Eu não quero algo organizadinho para me dar prazer. Quero algo meio anárquico, ao acaso, que simplesmente aconteça”.
O diagnóstico veio depois de passarmos pelo rosário já conhecido: que a seleção brasileira não é organizada, que os anos anteriores à Copa foram de completa bagunça tática, que não havia como esperar resultado diferente, blá, blá, blá – e depois de percebermos que a dimensão organizacional do esporte estava suplantando o próprio jogo.
Geralmente não concordo com meu pai em questões existenciais como essa, mas dessa vez ocorreu uma rara concórdia. Ainda amo o futebol e a capacidade que o esporte tem de gerar encontros, festas, conversas e amigos. No entanto, também me sinto triste.
Parte do meu desânimo vem de perceber que o esporte está cada vez mais business, cada vez mais performance, cada vez mais baseado em burocracias e tecnocratas que parecem saídos de uma corporação qualquer. Entretanto, a forma corrente de jogá-lo, ao menos nos principais campeonatos, também me incomoda.
O campo aberto foi substituído por uma disputa cada vez mais compacta (alguns dizem que mais “tática”) espremida em faixas estreitas do gramado. Nesse espaço minúsculo, quase todos os lances são iguais.
Um time posta duas linhas defensivas criminosamente próximas, enquanto o outro roda, roda, roda, roda, até que um erro de posicionamento defensivo abre espaço para o ataque. Quando há maior refinamento técnico, alguém chuta de chapa, mais ou menos da diagonal da grande área. Na maioria das vezes, porém, a bola é enfiada pela lateral até a linha de fundo, de onde é cruzada para o meio.
Chato, previsível, burocrático.
Em Saudades do que Nunca Fomos, o autor une as duas pontas do meu incômodo e ressalta que o interior das quatro linhas não é impermeável ao rigor burocrático que o pressiona de fora.
“Os espaços ociosos em campo diminuíram, uma vez que os atletas passaram a ocupá-los com velocidade e intensidade cada vez maiores. Foi como se houvesse mais jogadores em um campo menor”, descreve. “O drible foi se tornando uma ousadia pouco eficaz, e por isso eventual. Equipes preferiram valorizar o controle da bola, trocando incontáveis passes.”
É uma descrição precisa da modorra que me incomoda. A observação crucial, porém, é sobre a sua origem. “O futebol foi se despindo cada vez mais da porosidade e dos adereços que lhe conferem encantamento, para se orientar pela otimização do rendimento”, continua. “A tônica foi submeter atletas e o próprio jogo às exigências de uma racionalidade instrumental inimiga da singularidade do esporte: uma razão calculista em detrimento da criação lúdica”.
O vocabulário dessas descrições acusa, agora com precisão sociológica, a mesma tristeza que meu pai relata. Rendimento, otimização, racionalidade: um dicionário que se aproxima mais do escritório do que do campinho. “Em lugar do futebol inspirar uma vida além do trabalho, foi o trabalho que colonizou o futebol”, grifei.
O contraste entre o jogo lúdico e o jogo tático é ainda mais aparente para nós, brasileiros, que nos orgulhamos de um ter aproximado o futebol de uma forma especialmente caótica de arte. Vivíamos com a certeza de que, dali a mais ou menos minutos, algo anárquico iria acontecer.
Assisti a Brasil e Japão, pela primeira fase eliminatória da Copa do Mundo, em um boteco qualquer perto do Mercado Ver-o-Peso, no centro de Belém do Pará. Cheguei sozinho, quase na hora da partida, e puxei uma cadeira para a frente da televisão. Não demorou três minutos para que a dúzia de pessoas na mesa ao lado – na verdade, quatro mesas amarelas da Skol coladas lado a lado – me incorporasse à turma.
A partida, não custa lembrar, foi duríssima. O Brasil terminou o primeiro tempo atrás, e não conseguia encaixar seu jogo. O time parecia pesado, burocrático, incapaz de encontrar brechas no sistema defensivo adversário. O bar, óbvio, estava igualmente tenso.
No entanto, o cenário em breve mudaria. Primeiro, Casemiro encontrou a cabeçada do empate aos dez minutos do segundo tempo, mas isso foi protocolar. Instantes depois, a criação lúdica reapareceu.
Vinícius Júnior recebeu um passe longo, horizontal, invertendo o lado de um contra-ataque. Ainda ao dominar, com a parte externa do pé direito, colocou a bola entre as pernas do primeiro marcador, o zagueiro Takehiro Tomiyasu. Ele tentou puxar Vini pela camisa, mas o atacante se desvencilhou e seguiu veloz rumo à grande área.
Ainda sobravam dois defensores à frente do camisa sete: o primeiro deles já oferecia combate, enquanto o segundo se posicionava na sobra. Esbaforido, Tomiyasu seguia na perseguição e já se aproximava por trás. Outros brasileiros acompanharam a arrancada, mas a defesa japonesa já havia se reestruturado, negando todos os caminhos óbvios para um passe.
Nessa Copa, em condições parecidas, vi a maioria dos jogadores segurar a passada e mandar a bola para trás ou para o lado, retornando à tática pouco excitante de controle de bola e busca estudada por espaço. Vinícius, porém, seguiu projetando-se em direção ao gol.
Levava a bola tão perto dos pés que o primeiro defensor não ousou dar o bote: caminhou para trás, na tentativa de impedir uma finalização com a perna boa, a direita.
Por um instante, Vini fingiu que ia mesmo chutar com a destra, mas logo empurrou a bola para o lado oposto, para a esquerda e para ainda mais perto da meta. O zagueiro da sobra caiu na mesma finta, e só lhe restou um carrinho desesperado, tardio. De novo com o lado externo do pé direito, o atacante finalmente chutou, e sua boca já começou a formar um sorriso, antecipando um gol antológico.
O esboço de risada, porém, logo virou uma expressão de surpresa, uma cômica letra ‘O’. A bola não entrou. O goleiro Suzuki conseguiu tocá-la com o dedão, desviando-a apenas o suficiente para que roçasse na trave e saísse para escanteio.
A defesa pouco importou. O camarada ao meu lado já havia derrubado a garrafa de cerveja, aos berros. Depois de um breve segundo de lamento, Vinícius jogou as mãos para cima, convocando os torcedores. A partir de alguns toques improváveis na bola, surgia uma outra partida, um outro bar, uma outra forma de jogar futebol.
O gol da virada veio no último minuto. Gabriel Martinelli chutou praticamente do mesmo lugar, a bola roçou na mesma mão de Suzuki e tocou na mesma trave antes de entrar. Foi apenas uma conclusão da anarquia que Vinícius iniciou. Os copos que voaram, o estranho que subiu nos meus ombros, a gritaria e o porre monumental que se seguiram, também.
Tenho pensado nesse lance desde que o Brasil foi eliminado, e sigo com ele na mente mesmo agora que a Copa do Mundo terminou.
A Espanha venceu seu segundo título mundial com um futebol sistemático e sem brilho individual, superando uma cambaleante Argentina na final.
Seria injusto dizer que o time europeu não ofereceu nenhum momento vistoso durante o campeonato. Lembro, em particular, de um gol perdido na semifinal contra a França: a marcação no campo de ataque força o goleiro francês ao erro; com a bola recuperada, o meia Dani Olmo e o ponta-direita Lamine Yamal armam uma tabela com dois toques de calcanhar; Yamal chega ao fundo e cruza a bola para trás; o volante Fabián Ruiz recebe e chuta para fora.
A beleza desse lance, no entanto, deriva de algo fundamentalmente diferente do que Vinícius fez contra o Japão. A jogada espanhola teve a sincronia de uma máquina: os jogadores executaram suas partes sem fricção, como engrenagens recém polidas. A previsível tática de esperar o erro, buscar o fundo e cruzar a bola para o meio foi levada à sua máxima eficiência.
A arrancada do brasileiro encantou por ser imprevisível: não dava para imaginar onde ele iria parar, não dava pra enxergar qual era o plano, não dava nem para saber se havia um. De repente, as possibilidades de jogo se expandiram. Foi o melhor lampejo do Brasil na competição, talvez o único digno de nota. De resto, também parecemos uma máquina, só que bem menos azeitada.
O sociólogo italiano Domenico de Masi ganhou notoriedade no final dos anos 1990, ao propor que, com o fim da sociedade industrial e a primazia dos empregos criativos, não haveria mais porque submeter o trabalho à rotinas rígidas.
Menos estrutura e mais fruição permitiriam, paradoxalmente, que os homens e mulheres da sociedade emergente fizessem mais e melhor. O trabalho deveria se confundir com o lazer e a descoberta, tornando-se algo mais a desfrutar do que a sofrer.
O camarada foi solenemente ignorado. Em vez de libertar os trabalhadores de ritmos e restrições da vida fabril, o novo século expandiu a rigidez estrutural e as métricas de produtividade para todos os lugares – até para os campos de futebol.
A tristeza da realidade, contudo, não anula a beleza da proposta. E, por coincidência, de Masi tem uma relação de enorme afeto com o Brasil. Nas páginas finais do best-seller “O Ócio Criativo”, o italiano discorre sobre quais países e povos estariam mais preparados para mesclar os afazeres e o deleite. O melhor lugar seria justamente por aqui, pois somos uma nação onde “todas essas coisas se tornam leves graças a uma disponibilidade perene e uma alegria natural, expressa através do corpo, da musicalidade e da dança”.
Sim, é um clichê – tão clichê quanto comparar o futebol brasileiro a um menino conduzindo a bola por cima de pedras acidentadas. Mas a maioria dos clichês parte de ao menos alguma observação bem fundamentada. O Brasil é, sim, caricaturalmente brasileiro.
Curiosamente, o argumento central de Saudades do que Nunca Fomos é que as glórias máximas do nosso futebol ocorreram quando o improviso e a brincadeira não haviam sido substituídos por esquematização e estrutura.
Por décadas, diz o livro, o país foi proponente de um estilo de jogo com características muito similares às dimensões da brasilidade que encantavam de Masi. Mesmo após derrotas traumáticas como o Maracanazo, o jogo brasileiro se caracterizava pela inventividade e criação, especialmente se comparado com o estilo europeu. Havia Leônidas da Silva e a invenção do chute de bicicleta. Havia Pelé e Garrincha. Havia Rivelino e o drible de elástico.
“O embate nos gramados”, diz o livro, “continha um princípio civilizatório alternativo à racionalização produtiva que governava a vida no trabalho”. O Brasil não oferecia ao mundo apenas um futebol vistoso, mas “uma contribuição civilizatória original e superior por sua alegria de viver”.
Entendi, finalmente, que é por isso que gostam tanto da gente. Não é só porque jogamos bola bem. É porque nossa forma de jogar bola encarna uma outra proposta de viver, uma promessa de que prazer e brincadeira podem superar a sisudez. Ou encarnava?
Para o autor, encarnava. Ponto final, sem interrogação. Seu raciocínio, em resumo grosseiro, é que as pretensões civilizatórias do futebol brasileiro foram encerradas com três gols de Paolo Rossi, quando a seleção de Zico, Falcão e Sócrates foi eliminada na Copa do Mundo de 1982.
O trauma coincidiu com a profissionalização e racionalização do esporte, acelerada a partir de 1990. Nesse contexto, em vez de propor ao mundo seu próprio futebol – e sua própria forma de viver, por extensão – o Brasil consolou-se em tornar-se o melhor em um jogo ditado pelos outros, adotando suas ideias de rigidez e eficiência, como nos títulos mundiais de 1994 e 2002, esquematizados pelos técnicos Parreira e Felipão.
“O futebol jogado por brasileiros continuaria competitivo, mas a promessa civilizatória de que se vencia pela beleza estava perdida para sempre”, diz o autor. As vitórias da virada do século ainda fizeram uso das fagulhas de talento e brincadeira que saltavam das brasas de uma fogueira moribunda: Ronaldo, Ronaldinho, Romário. Durante os anos 2000, porém, a vitória global de uma existência pragmática apaga aos poucos o que ainda resta da chama.
Seguindo esse raciocínio, já não somos mais os mesmos. Não propomos mais uma forma autoral de jogar futebol e nossa promessa civilizatória lúdica está perdida. Além disso, nosso técnico é estrangeiro, fomos eliminados da Copa do Mundo por nórdicos e não revelamos mais craques-brincalhões.
No entanto, a camisa amarela ainda faz com que um garoto bósnio (que não viu nem o Brasil competitivo-mas-sistemático e muito menos a Seleção-civilização!) grite para um estranho e finja executar dribles absurdos. Há um evidente descompasso entre a realidade do futebol brasileiro e a forma como ele ainda é percebido. Por quê?
A minha explicação cínica também pela racionalidade mercantil. Por eficiência esportiva, a Seleção Brasileira precisou se submeter aos imperativos de uma forma de jogar que não era a sua. Contudo, a maneira mais eficiente de promover a equipe era, paradoxalmente, enaltecer o estilo que se abandonava – algo executado com maestria por inúmeras equipes de publicidade, mesmo que apoiadas cada vez mais na nostalgia.
Também tenho uma explicação iconoclasta: o conceito de pátria de chuteiras e da civilização da alegria sempre foi um tipo ideal, tanto dentro de campo quanto fora. Em 1970, Pelé flutuava pelo gramado, mas também dava cotoveladas. Dunga, destratado como símbolo de um Brasil desencantado mas eficiente, era também um meio-campista visionário e habilidoso. O mito do Brasil lúdico é uma construção independente da realidade – e por isso subsiste independentemente dela.
Me incomodo, aliás, com a ideia de que apenas uma forma de jogar é verdadeiramente brasileira. O país tem também tradições futebolísticas que se expressam de outra maneira – o Sul, por exemplo, celebra um futebol de vigor, contra-ataque e marcação. A brasileiríssima jogada de Ronaldinho Gaúcho contra a Inglaterra em 2002, que pedalou entre toda a defesa adversária até passar a bola para Rivaldo e para o gol de empate, nasceu de um carrinho no meio campo.
Ainda assim, o livro oferece uma resposta convincente: o futebol brasileiro segue vivo como promessa. Seja devido ao passado mítico ou ao marketing, seguimos despertando admiração porque a Seleção ainda promete que de repente tudo pode ser subvertido por um drible. Com um futebol e um mundo tão entregues ao racional e ao previsível, essa perspectiva é inebriante. “Quanto mais deserotizada a existência, maior a propensão a se agarrar ao esporte como um fio capaz de reacender a paixão extinta no cotidiano”, escreveu o autor.
Pode ser que, de fato, o Brasil não seja mais capaz de oferecer ao mundo um futebol-brincadeira. Pode ser que nunca tenha oferecido de verdade e tudo seja publicidade, sociologia barata ou mito nacional mentiroso. Mas meu pai, mesmo desiludido, ainda liga a televisão todos os domingos. Eu também. Ainda há no ar algo do que tentamos ser.
📖 Além, é óbvio, do objeto deste texto, estou com alguns outros livros na mesa. Terminei Bestiário e comecei Rayuela, de Júlio Cortazar; estou lendo trechinhos de Fechado por Motivo de Futebol, de Eduardo Galeano; também comprei o fotolivro Arquipélago Imaginário, de Luiz Braga. Encontrei esse último em uma livraria especializada incrível.
🎵 Assisti ao show de Manu Chao ainda em Maio, e desde então não parei de escutar o europeu mais latino-americano do planeta. No momento, estou viciado no álbum La Radiolina (2007), que troca o violão dos lançamentos anteriores pela guitarra elétrica. Também encontrei uma roleta virtual para indicar gêneros musicais, por meio da qual descobri Orchards (british math rock).
🎞️ Terminei de assistir Emergência Radioativa, série dramática da Netflix sobre a crise do Césio 137, em Goiânia. Me entreteve do começo ao fim, mesmo que o roteiro enfraqueça da metade para o fim. Uma gostosíssima série nota 6.
🎮Não consegui me dedicar a nenhum jogo mais denso, mas Bang Average Football e Hozy me divertiram por algumas horas. O primeiro é uma mistura de Stardew Valley com futebol. O segundo te faz limpar e decorar imóveis abandonados.