É, eu preciso falar.
Acontece que, depois de um tempo, percebi que escrever bobagens para desconhecidos na internet, surrealmente, me faz falta.
Há uns bons anos, desisti do Twitter. Foi a melhor coisa que fiz na vida. Também parei de publicar no Instagram, exceto por uma ou outra foto no feed, como fazem os velhos. Foi a segunda melhor coisa que fiz na vida. Acontece que, depois de um tempo, percebi que escrever bobagens para desconhecidos na internet, surrealmente, me faz falta. É algo que eu fazia desde os 10 anos de idade, quando tive vários sites malucos de que não lembro direito: os principais foram blog sobre o Inter e outro sobre heavy metal, junto com gente que conheci no orkut. Esse último foi obliterado em algum expurgo de downloads ilegais no Wordpress, aliás.
De uns anos pra cá, tentei me retirar das redes sociais porque não aguentava mais ser bombardeado por chorume. Tenho conseguido, apesar de algumas recaídas... Mas percebi que realmente gosto de gritar para o vórtex digital e que sinto falta manter um diário de ideias aberto para o mundo . Vai entender. A solução, imagino, seja retomar o que fazia durante a adolescência: manter um blog.
Enfim, o plano é fazer isso o mais longe possível dos tentáculos da classe vetorialista sem enlouquecer. Esse tal Ghost parece um bom caminho: é de código aberto, não exige que eu programe nada (já faço isso no horário de trabalho!), é mantido por uma fundação sem fins-lucrativos e seu fundador, até onde sei, ainda não falou nada abertamente psicopata.
O que vou colocar por aqui? Sei lá, o que der na cabeça, tipo um fio espontâneo do finado Twitter. Links para coisas legais que li e vi. Recomendações de música, livros, jogos. Um pequeno registro do que estou vendo e fazendo. Tipo assim:
📖 Nesse fim de semana eu terminei de ler O Fantasma da Ópera, do Gaston Leroux, em uma edição bonita da editora Darkside. Passei para A crise da narração, de Byung Chul-Han, em edição da Vozes.
💿Ando obcecado por Selvagem?, dos Paralamas do Sucesso. Gosto muito das faixas Teerã, A Novidade, Melô do Marinheiro e Selvagem.
🎮Faz tempo que não consigo entrar de cabeça em jogo algum. Comecei dois RPGs: Divnity: Original Sin 2 e Demonschool. O primeiro é ótimo, mas é para um público que tem tempo de sobra. Eu até tenho tempo, mas não quero gastar tudo em joguinhos, então pulei para o segundo, que é menos pretensioso na narrativa e tem um sistema de combate bem diferentão.
🎬Depois de anos, assisti Her. Odiei. A única pessoa sensata do filme é a ex do protagonista. Talvez esse seja o ponto, justamente, mas passei tempo de mais enxergando o mundo pela perspectiva de gente capaz de se apaixonar por um robô. Em 2026, pega mal.
De vez em quando, quando estiver me sentindo pretensioso, uma disgressão sobre algum tem aleatório. Vale tudo. Enfim, é isso. Até breve – a não ser que esse seja outro dos mil projetos pessoais que abandono depois de alguns dias. Espero que não.